Roberto Obregón, Venezuela, Capricornio versus Acuario, 1979 lápices de color y acuarela sobre papel, 34 x 24 cm

PORTADA:

Roberto Obregón, Venezuela, Capricornio versus Acuario, 1979 lápices de color y acuarela sobre papel, 34 x 24 cm, colección privada.

Desde los años setenta hasta la actualidad, Roberto Obregón se mantiene firma en la indagación del tema de la rosa. En ese entonces, como ahora, su obra se enmarca en las tendencias conceptuales del país, del que es uno de los más interesantes protagonistas.

Una sensible relación con lo real caracteriza la obra del artista. Sus disecciones pintadas (representaciones en acuarela de disecciones de rosas), fueron realizadas con una fuerte e intencionada dosis de representatividad a modo naturalista. En éstas, disfrutaba del color, sólo que al parecer, a ojos de hoy, con la pintura falseaba el proceso natural de las rosas.

Recientemente trabaja con rosas originales, las descompone y sus pétalos son organizados sobre el papel tal como en realidad conforman a la flor. Como escribiera Rosana Guastaferro Preda, su intención es la de "despertar la capacidad de ver, de realizar, de lograr un ejercicio visual en el espectador".

Esto conduce inevitablemente a una lectura narrativa de la imagen que da cuenta de la existencia única de una rosa. Se desmiente así la famosa sentencia de Gertrude Stein "A rose is a rose is a rose". Pues no se trata de una rosa genérica, aun cuando el artista retorna la imagen de referencias simbólicas universales. Por el contrario, trabaja una rosa en particular en cada disección, sin que se produzcan versiones iguales: Nunca se encontrará una disección real igual a otras, pues no se repite. Estuve investigando hasta el año pasado una serie de rosas, todas nacidas de un mismo rosal para comprobar esta teoría. Viéndolas te das cuenta que un parentesco entre una y otra, pero no son iguales en definitiva.

En las acuarelas como en las disecciones reales, Obregón mantiene la misma actitud de ser fiel a lo real. En este caso no representa a la flor. La descompone, la registra y la reorganiza representando a la rosa en sí. Así, como el artista, como diría Reverdy, disfruta del sabor de lo real, sintiendo el placer metódico, sistemático de retrabajarlo en su literalidad convirtiéndolo en una realidad plástica de fuerte carga estética.

Comentarios: Susana Benko, 1995/ Tomado de la Revista Art Nexus. Edición Internacional, no. 19, enero-marzo 1996, Bogotá, Colombia/ Separación de colores: FOTOGRABADO VENE/

COVER:

Roberto Obregón, Venezuela. Capricorn versus Aquarious, 1979 colored pencil and water color on paper, 34.2 x 24 cm, private collection.

Since the decade of the seventies up to now, Roberto Obregon's work has been firmly centered around the theme of the rose. Then as now his work of art is placed within the country's conceptual tendencies, of which he is one of the most interesting leaders.

His work is characterized by a sensitive relation to reality. His water colored dissected roses are created in a naturalistic mode which gives them a strong and intentional dose of representation. In these, he enjoys the color, forging with it the natural process of the roses.

Recently, he has been working with original roses. He decomposes them and its petals are reorganized on a paper just as if they were forming a rose. Rosana Guastaferro wrote: "his intention is to awaken the capacity to see, analyze and create a visual exercise with the viewer".

Inevitably, this places us in a narrative image that tell us the unique existence of the rose, the famous phrase by Gertrude Stein "a rose is a rose is a rose" is retracted here, because it is not about a generic rose, even though the artist takes on the image from universal symbolic references.

He works each rose as unique in every dissection not making two alike. You will not find one dissection the same as the next, because it is not repeated. I have been investigating until last year a series of roses, all from the same rose bush in order to prove this theory. Observing them you can see a certain kinship between one and another, but definitely, they are not identical.

In the water colors as well as in the actual dissection, Obregón keeps the same loyalty to reality. He does not represent the flower, he decomposes, registers, and reorganizes the anatomy of the rose. As Riverday would quote "he enjoys the taste of what is real". Literally, reworking the rose methodically making it into an aesthetic tour de force.

Comments: Susana Benko, 1995 / taken from Art Nexus Magazine, International Edition no. 19 Jan-March, 1996, Bogotá.

Color separation: FOTOGRABADO VENE/

CAPA:

Roberto Obregón, Venezuela, Capricórnio versus Aquário, 1979 lápis de cor e aquarela sobre papel, 34 x 24 cm, coleção particular.

Desde os anos setenta à atualidade, Roberto Obregón se mantém firme na indagação do tema da rosa. Desde esse tempo até agora, sua obra é marcada nas tendências conceituais do país, do que é um dos mais interessantes protagonistas.

Uma sensível relação com o real caracteriza a obra do artista. Suas dissecções pintadas ( representações em aquarelas de dissecções de rosas), foram realizadas com uma forte e intencionada dose de representatividade a modo naturalista. Nestas, desfrutava da cor, só que ao parecer, a vista de hoje, com a pintura falsificava o processo natural das rosas.

Recentemente trabalha com rosas originais, as descompõem e suas pétalas são organizadas sobre o papel tal como em realidade formam à flor. Como escreveu Rosana Guastaférro Preda, sua intenção é a de "despertar a capacidade de ver, de realizar, de conseguir um exercício visual no espectador".

No conduz inevitavelmente a uma leitura narrativa da imagem que dá conta da existência única de uma rosa. Se desmente assim a famosa sentencia de Gertrude Stein "A rose is a rose is a rose ". Pois não se trata de uma rosa genérica, ainda que quando o artista retoma a imagem de referência simbólica universais. Pelo contrário, trabalha uma rosa em particular em cada dissecção, sem que se produzam versões iguais: Nunca se encontrará uma dissecção real igual a outra, pois não se repete. Estive pesquisando até o ano passado uma série de rosas, todas nascidas de uma mesma roseira para comprovar esta teoria. Vendo-as é notório que existe um parentesco entre uma e outra, mas não são iguais em definitiva.

Nas aquarelas como nas dissecções reais, Obregón mantém a mesma atitude de ser fiel ao real. Neste caso não representa à flor. A descompõe, a registra e a reorganiza representando à rosa em si. Assim, como o artista, como diria Reverdy, disfruta do sabor do real, sentindo o prazer metódico, sistemático de trabalhá-lo de novo na sua literalidade, convertendo-o numa realidade plástica de forte carga estética.

Comentários: Susana Benko, 1995/Tirado da Revista Art Nexus. Edição Internacional, Nº 19, janeiro-março 1996, Bogotá-Colómbia/

Separação de cores: FOTOGRAVADO VENE/

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